Se um outro mundo possível é com Barack Obama, então não há outro mundo

29/01/2009
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A atual crise econômica resultará em uma saída socialista ou bastará uma maior intervenção do Estado para resolvê-la? Para o sociólogo belga Eric Toussaint, o momento atual exige uma resposta rápida da esquerda mundial.“É uma crise do sistema capitalista, não do modo neoliberal capitalista. E identificar isso é um ponto fundamental para definir uma estratégia de ação, que é um debate crescente no FSM”, argumenta..

 Presente na mesa "A convergência das crises e a crise de civilização", Toussaint discordou ainda de um dos criadores do FSM, Oded Grajew, que declarou a um jornal do Pará que o presidente estadunidense Barack Obama poderia participar do Fórum e seria bem vindo. “Parece que existe uma confusão total sobre a caracterização do governo Obama, do tipo de crise que enfrentamos e da solução que a humanidade precisa”, pondera. “Se um outro mundo possível é com Barack Obama, então não há outro mundo. É necessário uma ruptura com o sistema capitalista, um retorno a mais regulação do Estado na economia é o que pretende quem quer salvar o capitalismo”, completa.

 O sociólogo também criticou o fato da crise alimentar iniciada em 2007 ter tido tão pouco destaque de parte da mídia em relação à crise financeira. “Nos meios de comunicação do norte é a crise financeira que tem prioridade, mas para a maioria dos povos do sul é a alimentar, já queaa maioria da população mundial gasta 70% de seu salário para se alimentar. Passaram de 800 milhões pra mais de 960 milhões sofrendo fome no mundo e essa crise é ligada ao sistema capitalista”, esclarece.

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=6065

https://www.alainet.org/es/node/132100
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