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Maduro é declarado oficialmente presidente da Venezuela para o período 2019-2025

Opinión
11/01/2019
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Tribunal Superior de Justiça realiza posse do presidente
Foto: AVN
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Caracas.- "O declaro empossado como presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, pela vontade do povo, para o período presidencial 2019-2025", assim disse o magistrado Maikel Moreno, presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela a Nicolás Maduro. Na quinta-feira, Maduro foi juramentado oficialmente como presidente para um novo mandato. De acordo com o artigo 231 da Constituição, na ausência da Assembleia Legislativa, que foi declarada em desacato, o presidente eleito deve ser empossado pelo TSJ.

 

"Juro em nome do povo da Venezuela, juro pelo legado de nossos antepassados como o cacique Guaicaipuro. Juro por Negro Primero e nossos povos afrodescendentes. Juro pelo libertador Simón Bolívar e os exércitos libertadores de nossa América. Juro pelo legado de nosso amado comandante Hugo Chávez, juro pelas crianças da Venezuela, nosso futuro. Não vou dar descanso ao meu braço nem repouso a minha alma e cumprirei todos os mandatos da Constituição da Venezuela", disse Maduro durante o ato oficial de juramento.

 

Do lado de fora do Palácio de Justiça uma multidão o acompanhava, muitos também levantaram a mão, repetindo o juramento, em sinal de lealdade ao presidente e ao país. "Parece que eles se sentem um pouco presidentes", comenta uma jornalista estrangeira. De fato parecia. A população compareceu em peso. A avenida Varal, uma das mais importantes do centro da capital Caracas, ficou lotada de ponta a ponta. As ruas paralelas foram fechadas. O ambiente era solene e de normalidade. Vestidos de vermelho, como reza a tradição chavista, os venezuelanos chegaram cedo e vieram de vários cantos do país. 

 

Beatriz Pinto, professora de alfabetização de adultos, contou que saiu de seu estado, Anzoátegui, às 23h da noite e viajou a noite toda para chegar às 4h da manhã em Caracas. Foi direto para a posse. "Viemos cedo dar nosso apoio moral a nosso presidente; não vamos permitir que nenhum lacaio do império venha aqui depor nosso presidente. Ele foi eleito por nós e o queremos lá na Presidência", disse a professora.

 

O matemático Elieser Mendonza veio do estado de Monagas, que fica a 4 horas de Caracas, para defender o que ele acredita ser o melhor para seu país. "Viemos aqui acompanhar o presidente, em sua posse, porque nós estamos comprometidos com esse processo político. Prometemos ao comandante Chávez defender a revolução com nossa vida, caso necessário, e aqui estamos com nosso presidente".

 

Entre a multidão, um venezuelano chamava a atenção. Era o operário Wilmer José Valero. Vestido de Che Guevara, ele carregava nas costas uma pintura com o rosto do libertador Simón Bolívar. "Esse símbolos são importantes para a Venezuela e para o mundo, menos para o império, que o que quer é nos humilhar, mas não vamos permitir que humilhe o povo venezuelano", disse o morador de Caracas.

 

Convidados internacionais

 

O governo venezuelano recebeu dezenas de delegações estrangeiras de governos, mas também de movimentos sociais, intelectuais e organizações da juventude. Entre os presidentes, estavam Evo Morales, da Bolívia, Miguel Díaz-Canel, de Cuba, e Salvador Sánchez Cerén, de El Salvador. A Rússia enviou um representante do Conselho da Federação Russa. A China enviou seu ministro de Defesa, Wei Fenghe. Do Brasil esteve presente a deputada federal e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann e o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, entre outros convidados.