ALAI, América Latina en Movimiento
2010-05-31
Colombia Santos e Mockus disputam segundo turno
Brasil de Fato
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O governista Juan Manuel Santos, do Partido da "U", e Antanas Mockus, do Partido Verde, disputarão o segundo turno das eleições na Colômbia, em 20 de junho. A definição ocorreu neste domingo (30), durante o primeiro turno do pleito para sucessor do atual presidente, Alvaro Uribe.
De acordo com o órgão eleitoral colombiano, Santos obteve mais de 46% dos votos, enquanto Mockus alcançou pouco mais de 21%. Já o terceiro colocado, Germán Vargas Lleras, do Partido Cambio Radical, ficou em terceiro, com cerca de 10%, seguido de Gustavo Petro, do Polo Democrático Alternativo, com mais de 9% dos votos. A candidata do Partido Conservador Noemí Sanín alcançou aproximadamente 6%, e Rafael Pardo, do Partido Liberal, teve pouco mais de 4%.
A abstenção registrou níveis históricos no país, onde o voto não é obrigatório, e chegou a 51%. Dos cerca de 29 milhões de eleitores aptos a votar, participaram do processo cerca de 14,6 milhões, segundo dados oficiais.
Em seu discurso após o pleito, Santos dedicou o resultado a Álvaro Uribe, "o melhor presidente que a Colômbia já teve". Além disso, fez um chamado à "unidade nacional" para concretizar suas propostas. "Hoje, faço um chamado à unidade nacional. Sem distinção alguma de partido ou personalismos, convido os cidadãos de todos os partidos e os independentes que se unam à nossa proposta de trabalho, nossa proposta de educação e segurança", disse.
Apesar do governista, que foi ex-ministro da Defesa da atual gestão, ter classificado as eleições como "uma das mais tranquilas e seguras da história" do país, a Missão de Observação Eleitoral denunciou diversos casos de compra de votos em favor da sua candidatura.
A vantagem de Santos sobre Mockus, ex-prefeito de Bogotá, foi muito superior à indicada pelas últimas pesquisas de intenção de voto, que apontavam para um empate técnico.
Mockus classificou sua ida ao segundo turno como "uma tarefa que parecia difícil de ser alcançada" e declarou que o país terá agora "a oportunidade de avançar em direção a uma profunda transformação cultural que nos liberte da violência, do narcotráfico e do clientelismo".
Os candidatos esperam agora pela decisão de Germán Vargas Lleras, que divulgará "em seu momento" a sua opção para o segundo turno. "Não me sinto no direito de atribuir-me a representação de tantos colombianos que hoje confiaram em mim. Me sentiria muito mal de em apropriar das vozes de centenas de milhares de colombianos que votaram com a razão e o coração", indicou.
As eleições deste domingo também foram marcadas por confrontos na zona rural entre integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e soldados do governo. Segundo o Movimento de Observação Eleitoral (MOE) do país, foram registradas 17 ações armadas, que causaram pelo menos três mortes e impediram várias pessoas de votar.
(Com informações de agências)
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