Famílias cultivam alimento em fazenda que era de Daniel Dantas - América Latina en Movimiento
ALAI, América Latina en Movimiento

2009-01-28

Brasil

Famílias cultivam alimento em fazenda que era de Daniel Dantas

Brasil de Fato
Clasificado en: Campesina, Social, Tierra, Economia, Agro,
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Parauapebas

Próximo de um dos locais de celebrações do Fórum Social de Carajás, cerca de 270 famílias cultivam alimentos em uma área antes reservada ao gado do banqueiro Daniel Dantas. A terra pertence ao Estado e estava sendo explorada irregularmente pelo grupo do milionário. Os camponeses, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam a área em julho de 2008, logo após a Operação Satiagraha, uma ação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que apontou Dantas como cabeça de uma organização criminosa poderosa especializada em lavagem de dinheiro. O acampamento foi chamado de Dalcidio Jurandir, homenagem a um importante escritor amazonense, e tem uma estrutura simples, com casas de palha e poços artesianos escavados na terra. A escola na parte central é a única construção de madeira. .

Para tentar intimidar as famílias, os fazendeiros utilizam empresas de segurança privada que agem como milícias e atuam de forma truculenta, além de outras estratégias bastante agressivas. “Até semente de capim jogaram em nossas roças de avião”, relata Manoel Simões, um dos coordenadores do acampamento.

O grupo Dantas começou a atuar no Pará há cerca de 3 anos, comprando terras e investindo em gado maciçamente. A estimativa é de que o banqueiro apontado como criminoso pelas autoridades detenha cerca de 500 mil hectares e 1 milhão de cabeças de boi. A fazenda ocupada era controlada pela família Mutran, um dos grupos mais poderosos do Pará. Eles haviam obtido a concessão para explorar castanha-do-pará, mas desmataram toda a área para abrir espaço para o gado e venderam as terras para Dantas.

De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente do Pará Valmir Ortega as terras pertencem ao Estado e devem ser utilizadas para reforma agrária. O caso segue na Justiça enquanto os camponeses que fizeram a ocupação colhem milho, mandioca, feijão e diversos outros alimentos. (NV) e (VM).

- Fonte: Brasil de Fato, http://www.brasildefato.com.br



http://www.alainet.org/active/28666&lang=es


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