ALAI, América Latina en Movimiento
2002-06-27
AmericaLatina,Brasil Marque um gol de placa: diga não à Alca!
Alfredo J. Gonçalves
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| Clasificado en: | | Internacional: Internacional, Globalizacion, Integracion, | Social: Social, Exclusion, Pobreza, | Economía: Economia, Comercio, InstitucionesFinancieras, Modelos, PoliticasEconomicas, | |
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Portugues
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ALCA – Área de Livre Comércio das Américas! Dá para imaginar um livre
comércio entre os Estados Unidos, a economia mais poderosa e prepotente
do planeta, e as economias fragilizados da América Latina e Caribe? Dá
para imaginar lobo e cordeiro fazendo um acordo mútuo? Penso que até o
profeta Isaías, após séculos de barbárie liberal, haveria de rever os
termos poéticos de sua utopia bíblica!
É possível imaginar um tubarão tomando conta de um tanque de sardinhas,
ou uma raposa administrando pacificamente o galinheiro? Livre comércio ou
jogo viciado, de cartas marcadas, onde a disparidade entre os parceiros é
tamanha, que inviabiliza qualquer possibilidade de negociação?
Há possibilidade de uma competição justa e leal, quando entram no mesmo
ringue um peso pesado e um peso pena? A disputa pode até ser regida por
regras e leis igualitárias, mas o destino do segundo lutador está de
antemão traçado: hospital ou cemitério. Liberdade absoluta entre
concorrentes desiguais favorece o mais forte, livre comércio entre países
assimétricos só faz aprofundar as desigualdades. Historicamente,
liberalismo ou o neoliberalismo é a arma dos poderosos.
A crise mundial leva os blocos econômicos a uma tríplice guerra: guerra
ao consumidor, numa luta encarniçada por novas fatias do mercado mundial;
guerra à natureza, pela descoberta e monopólio de novas fontes de
matérias primas; e guerra aos seres humanos, pela super-exploração da
força de trabalho. A crise leva os EUA a implantar a ALCA a qualquer
custo, expandindo a todo continente seu poderio econômico, político e
militar, incorporando, colonizando e anexando 34 países das Américas,
convertendo-se assim no bloco mais poderoso da economia globalizada.
Isso sem falar da contradição e da hipocrisia do governo Bush: ao mesmo
tempo que impõe a ALCA no quintal dos outros, pratica dentro de casa um
protecionismo aberto e descarado. Onde já se viu livre comércio de mão
única!? O capital, produtos, tecnologia e serviços do norte inundarão o
sul, mas o caminho inverso terá barreiras a cada esquina.
Daí a necessidade de dizer não à ALCA. É uma questão de defender a
soberania nacional, diante da voracidade insaciável e da estratégia do
Império. Vestir a camisa verde-amarela, desfraldar a bandeira do Brasil,
e cantar o hino nacional é trabalhar por um projeto popular alternativo.
Torça, reze e lute por um novo Brasil: marque um gol de placa – diga não
à ALCA!
http://www.alainet.org/active/2252
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